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sexta-feira, 16 de abril de 2010

Durmo e acordo com o pensamento destinado a uma só pessoa. Tomo banho, me alimento, acho graça, abro sorrisos, converso, conto história, leio, escrevo pensando ainda sim na tal pessoa. Não me concentro em nada que faço, viajo no tempo lembrando de todos os momentos. Lembrando de um passado que aconteceu tão recente, e em um futuro tão incerto. Queria ter a certeza que vou ter você todos os dias, não tendo como perder. Queria ver seu sorriso podendo dizer que é só meu de verdade, e não por pura ilusão, com um pouco de vaidade. Na mesma intensidade que te ganho, te perco. No fim das contas, onde 2+2 são 4, e 4-4 são 0, não te tenho. Não me pertence, não é meu. Não vai beijar só minha boca, não vai esbanjar sensualidade e tamanha beleza só pra mim. Tem mais, disputa, melhor conduta? Nunca será a minha. Perfeição não existe, mas vejo você como a coisa mais próxima dela. Por que tanto amor? Tanta ilusão? Tanto sentimento guardado no coração, sem poder dar, sem espaço pra receber de um outro alguém. NÃO, É VOCÊ! Que me faz rir, que me faz chorar, que me faz feliz mesmo sofrendo. Dizendo que me ama, brincando ou não, me ama. Em uma louca brincadeira, ou em uma pequena realidade. Ah, por que te amar consegue ser tão complicado? Me faz delirar, falar coisa com coisa, não dá valor a mais ninguém, a não ser você. Pra que, por que, até quando: querer você?